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Vitória foi madeirense: Alexandre Camacho bateu Giandomenico Basso

5 August , 2017

Finalmente a vitória para Alexandre Camacho no seu Rali Vinho Madeira, depois de ter passado diversas vezes pelo pódio em anos anteriores. Mais uma vez um rali muito disputado até final, onde o conhecimento dos troços da ilha da Madeira se mostrou fundamental. E se houve um italiano incomodativo, de apelido Basso, que já tirou o mestrado nas especiais madeirenses, com quatro vitórias à geral e grandes exibições, houve seguramente um conjunto de pilotos portugueses que animaram muito a prova do Club Sports Madeira. Giandomenico não entregou de forma fácil a vitória a um muito aguerrido Alexandre Camacho. O italiano estreou nas estradas da Madeira o novo Hyundai i20 R5 que se mostrou muito eficaz, discutindo até ao último troço com o Peugeot 208 T16 R5 de Alex Camacho a vitória na prova.

Se os louros para Camacho são merecidos, há que destacar igualmente outros heróis madeirenses que estiveram à porta da vitória e que nunca baixaram os braços ao longo de todo o rali. Miguel Nunes foi um dos tais heróis que até passou pela liderança e que prometia discutir até ao último metro a vitória com Camacho e Basso. Precisamente na altura em que era líder e parecia querer defender essa posição até final, o também muito bem comportado Hyundai i20 R5 decidiu pregar uma partida ao piloto madeirense, partindo um disco de travões em plena especial 14, sendo obrigado a abandonar. Miguel Nunes não merecia tal sorte, e a Madeira perdia assim a hipótese de preencher um pódio só com pilotos locais. Isto porque um revigorado e eficaz João Silva ao volante de um Citroen DS3 R5 esteve sempre entre os primeiros, na esperança de Basso claudicar para se poder juntar a Camacho e Nunes. De qualquer forma, um muito merecido 3º lugar do pódio, embora longe dos dois da frente, dá a João Silva toda a energia para continuar a lutar por um título madeirense e, porque não, por uma vitória no seu Rali Vinho Madeira.

Depois de um pódio composto por Alexandre Camacho, Giandomenico Basso e João Silva, três peritos no difícil asfalto da Madeira, perfilou-se a armada vinda do continente. Uns completamente livres de pressões, outros com estratégias sobre os preciosos pontos do Campeonato Nacional de Ralis. Miguel Campos sem contas a fazer para o nacional, acabou por ser o melhor piloto continental, mas a mais de um minuto de João Silva, concluindo o rali no 4º lugar e sem adversários demasiado perto. Uma prova extremamente inteligente e positiva foi a que assinou Miguel Barbosa, ele sim a pensar nas contas do CNR. O piloto do Skoda Fabia R5 que assinou uma prova com andamentos surpreendentes, viria inclusivamente a abdicar do 5º lugar da geral para Simone Tempestini, pois garantindo o 6º lugar, garantia também a posição de melhor piloto do Campeonato Nacional de Ralis (a sua primeira vitória nacional numa prova de ralis) e com isso a subida ao 2º lugar do CNR 2017, atrás de Pedro Meireles que esteve ausente na Madeira. Entre este lote de pilotos, de registar a 7ª posição de Carlos Vieira no Citroen DS3 R5, o segundo dos pontuáveis para o CNR. Pela negativa o abandono de João Barros na penúltima especial da prova, quando já só pensava nos pontos para o campeonato.

E porque os especialista madeirenses se destacaram na classificação geral, também nas outras categorias aconteceu o mesmo. De realçar a vitória de Filipe Pires (Mitsubishi Lancer Evo X) entre as viaturas de Grupo N, alcançando também um excelente 8º lugar da classificação geral, à frente do seu conterrâneo Vasco Silva em carro idêntico. Nas duas rodas motrizes, o promissor jovem Diogo Soares alcançou a vitória ao volante de um Peugeot 208 R2 e o 13º lugar da geral.

Um cálice de Madeira de muita qualidade, que desta vez contou com vitória de um piloto da terra que soube andar ao nível dos melhores. Um rali para especialistas e conhecedores dos muito seletivos troços de asfalto, que acabam por ser admirados por alguma elite dos ralis europeus. Alexandre Camacho e Pedro Calado registaram uma vitória que ficará na história, até porque foi conseguida em duelo muito direto com Miguel Nunes e João Paulo Fernandes, outra equipa madeirense de alto gabarito


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