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A vitória mais discutida do ano

Ainda faltam duas provas para se concluir a temporada do Campeonato de Portugal de Todo Terreno AM|48 mas, para já, a vitória mais discutida do ano foi registada hoje: na quarta corrida do campeonato, em Reguengos de Monsaraz. A Baja T.T. Capital dos Vinhos de Portugal foi intensamente disputada, mas poucos teriam apostado no desfecho final. Partindo na liderança para o último sector selectivo, Miguel Barbosa e Pedro Velosa estavam empenhados em ganhar, mas atrasaram-se e a sua Toyota Hilux foi ultrapassada pela dos brasileiros Cristian Baumgart e Alberto Andreotti, que sobre a linha de chegada bateram o Mini JCW Rally de Alejandro Martins e José Marques e venceram em termos absolutos, por 10 segundos de vantagem!

LÍDERES À PARTIDA DO SECTOR FINAL, MIGUEL BARBOSA E PEDRO VELOSA NÃO CONSEGUIRAM REPETIR A VITÓRIA EM REGUENGOS DE MONSARAZ, MAS O RESULTADO FINAL FÊ-LOS LEVANTAR VOO ATÉ AO COMANDO DO CAMPEONATO E SÃO AGORA OS MAIS FORTES CANDIDATOS AO TÍTULO DE 2020

CPTT AM|48: Miguel Barbosa e Pedro Velosa na liderança

Foi preciso ter nervos de aço para suportar a intensidade da discussão pela vitória na prova organização – e muito bem, saliente-se! – pela equipa da Secção de Motorismo da Sociedade Artística Reguenguense. A liderança mudou após cada um dos quatro sectores e o único piloto a conseguir repetir-se na primazia foi mesmo o que ganhou à chegada. Contudo, Cristian Baugmart tinha-se atrasado, devido a um furo, no penúltimo sector e partiu para o troço final na quarta posição. À frente do brasileiro, por ordem decrescente, estavam posicionados Alejandro Martins, com o seu Mini preparado pela X-Raid e assistido pela MRacing. Seguia-se Hélder Oliveira, que conduziu a Ford Ranger V8 ‘NWM’ de André Amaral, acompanhado pelo navegador habitual deste, Nelson Ramos. E, finalmente, Miguel Barbosa, com a Toyota Hilux da ‘Overdrive’, quase idêntica à de Baumgart.

Quem assistiu aos últimos quilómetros da prova, percebeu claramente que Miguel Barbosa e Pedro Velosa não seriam os primeiros a repetir uma vitória nesta época do CPTT AM|48: além de terem passado fora da sua ordem, a Toyota não vinha a andar bem. Um furo fê-los atrasar-se e depois foi um problema com a caixa de velocidades que os impediu de recuperar. À chegada, coube-lhes o quarto lugar final, trocando de posição com Cristian Baumgart e Alberto Andreotti, que se fartaram de suar para chegar a este triunfo.

ALEJANDRO MARTINS E JOSÉ MARQUES ERAM TERCEIROS, COM 21 SEGUNDOS DE DIFERENÇA PARA O COMANDANTE, À PARTIDA DO SECTOR FINAL. BATERAM ESSES DOIS ADVERSÁRIOS, MAS NÃO CONSEGUIRAM IMPEDIR QUE FOSSEM ELES MESMO ULTRAPASSADOS, NÃO GANHANDO EM TERMOS ABSOLUTOS POR SOMENTE 10 SEGUNDOS!

Triunfo de Alejandro Martins e José Marques no CPTT AM|48

Mesmo sem terem ganho em termos absolutos, Alejandro Martins e José Marques recolheram os pontos da vitória, pois o regulamento do CPTT AM|48 conferiu-lhes o primeiro lugar, para efeitos do campeonato português. Foi, digamos assim, o prémio de consolação por não ter conseguido resistir ao ataque ‘impiedoso’ dos seus adversários brasileiros; por somente 10 segundos, menos do que precisa para ler esta frase toda, perderam em duelo a vitória mais discutida do ano…

Desconsolados ficaram Hélder Oliveira e Nelson Ramos. a cerca de 20 quilómetros da chegada sofreram um furo que os fez descerem “do céu ao inferno de uma assentada”. Foi o que nos disse o piloto. “Vencemos o terceiro sector selectivo e partimos para o último no segundo posto, a apenas 11 segundos do Miguel Barbosa. Alcançámo-lo pouco depois de ter arrancado, após a paragem para trocarem uma roda furada. Perseguimos a Toyota durante algum tempo até que o Miguel nos deixasse passar, mas quando voltámos a poder andar à vontade, fomos nós que furámos. E nem imaginávamos que iríamos perder cerca de 26 minutos para trocar a roda!”

Esta Ford Ranger V8 não dispõe de macacos hidráulicos, que permitem subir um carro em segundos. “O pior é que o velho macaco mecânico não funcionou devidamente: subia, subia e a roda continuava no chão”, contou-nos Hélder Oliveira.

“A solução foi encontrarmos um ponto de torção que pusesse a pick-up a cruzar os eixos e deixasse a roda no ar”, prosseguiu o piloto. Só que isso demorou imenso tempo”, que se reflectiu no resultado: “Fomos os últimos no quarto sector selectivo”, descendo do segundo para o 13º lugar…

ESTIVERAM ENTRE OS PROTAGONISTAS DESTA QUE CONSIDERAMOS TER SIDO A VITÓRIA MAIS DISCUTIDA DO ANO, MAS HÉLDER OLIVEIRA E NELSON RAMOS MERECIAM MELHOR SORTE, POIS TERMINARAM O PENÚLTIMO SECTOR SELECTIVO COMO VENCEDORES E FORAM OS MAIS LENTOS NO ÚLTIMO, DESCENDO DO SEGUNDO AO 13º POSTO

Reportagem completa e ‘ilustrada’ amanhã. Fique atento!

A intensidade desta corrida, que acreditamos ter terminado com a vitória mais discutida do ano, foi brutal. Pelo que não quisemos deixar de publicar imediatamente um primeiro balanço. Como sempre, a reportagem completa fica agendada para amanhã, ao final da tarde. Fique atento: em breve contamos tudo o que precisa de saber sobre o que aconteceu este fim de semana na quarta prova do CPTT AM|48.

Texto: Alexandre Correia Fotos: AIFA/Jorge Cunha/A.C., Photo XTROD/José Nogueira e D.R.