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Toyota arrasa na Etapa 2 e portugueses brilham em dia histórico

A segunda etapa do Dakar 2026, entre Yanbu e AlUla, ficará registada como uma das mais marcantes desta edição — e não apenas pela dureza dos quase 400 quilómetros cronometrados. A Toyota assinou um feito histórico ao monopolizar as cinco primeiras posições da classificação dos Ultimate, algo que não acontecia desde 2007, quando cinco Volkswagen Touareg dominaram a tirada entre Lisboa e Portimão. Antes disso, apenas a Mitsubishi, no Dakar 2000, tinha conseguido um “top 5” perfeito. Em 2026, o feito pertence à armada Hilux, com Seth Quintero a liderar um dia de domínio absoluto.

203 QUINTERO Seth (usa), SHORT Andrew (usa), Toyota Gazoo Racing W2RC, Toyota

O jovem norte‑americano da Toyota Gazoo Racing W2RC venceu a etapa com autoridade, completando a especial em 3h57m16s, seguido por Henk Lategan (+1m42s) e Yazeed Al‑Rajhi (+1m56s). Toby Price foi quarto e, a fechar o quinteto, o português João Ferreira, que assinou uma das melhores prestações da sua carreira no Dakar, terminando a apenas 4m56s do vencedor.

A etapa foi particularmente exigente desde os primeiros quilómetros, com zonas de pedra solta, trilhos rápidos e secções de navegação delicada. João Ferreira descreveu o dia como “muito longo e muito duro, com muitas, muitas, muitas pedras no início”, explicando que um furo lento condicionou o arranque, mas não o resultado final. “Depois do pit stop, puxámos um pouco e acabámos em quinto, o que é muito bom para nós. O ritmo estava lá e estamos vivos para o próximo dia de Dakar”, afirmou o piloto de Leiria à chegada a AlUla. O navegador Filipe Palmeiro reforçou a estratégia: “Começámos devagar para evitar riscos. Controlámos o furo até ser impossível e mudámo-lo. No final, puxámos só um pouco, sem loucuras, e conseguimos um bom resultado. Estamos a dois minutos do primeiro lugar — é muito bom.”

240 FERREIRA Joao (por), PALMEIRO Filipe (por), Toyota Gazoo Racing, Toyota

Com este desempenho, João Ferreira ascendeu ao 6.º lugar da geral, a apenas 2m01s do novo líder, Nasser Al‑Attiyah, que colocou o Dacia Sandrider no topo pela primeira vez na história da marca. O qatari foi oitavo na etapa, mas a consistência dos dois primeiros dias permitiu-lhe assumir o comando com sete segundos de vantagem sobre Quintero. Guillaume de Mévius, vencedor da etapa inaugural, caiu para terceiro, enquanto Loeb, cauteloso para evitar furos — “não sei os outros, mas eu não tive nenhum”, disse — fechou o dia em sexto e ocupa agora o quinto posto da geral.

A Ford, que tinha brilhado no prólogo e na primeira etapa, viveu um dia mais complicado: Ekström caiu para oitavo da geral e Carlos Sainz para décimo, ambos penalizados pela dureza do terreno e por dificuldades em manter o ritmo dos Toyota e Dacia.

Challenger: vitória chilena e reviravoltas

338 DEL RIO ALAMOS Lucas Jose (chi), JACOMY Bruno (arg), BBR Motorsport, BRP

Nos Challenger, a etapa foi dominada por Lucas Del Rio, que conquistou a primeira vitória da carreira no Dakar. O chileno, ao volante de um Taurus T3 Max, resistiu à pressão de Yasir Seaidan e de Puck Klaasen, que voltou a surpreender com um terceiro lugar e uma subida notável na geral — de 17.ª para 7.ª.

Paul Spierings, que liderara o prólogo e fora segundo na etapa 1, viveu um autêntico pesadelo: múltiplas paragens e mais de 1h30m perdida. Já Pedro Gonçalves, português em ascensão na categoria, voltou a mostrar consistência e terminou a etapa em 44.º, mantendo‑se competitivo na geral.

David Zille conserva a liderança acumulada, seguido por Seaidan (+1m58s) e Del Rio (+2m22s), num pódio provisório totalmente Taurus.

SSV: vitória portuguesa e domínio Polaris

404 GUERREIRO Gonçalo (por), JUSTO Maykel (bra), Loeb Fraymedia Motorsport RZR Factory Racing

O dia também foi histórico para Portugal nos SSV: Gonçalo Guerreiro conquistou a sua primeira vitória no Dakar, impondo o Polaris da Loeb FrayMédia Motorsport – RZR Factory Racing com 1m02s de vantagem sobre Florent Vayssade. Xavier de Soultrait, vencedor da etapa anterior, foi terceiro após uma penalização de um minuto.

Guerreiro assumiu a liderança provisória durante a etapa, perdeu-a momentaneamente para De Soultrait, mas recuperou o comando nos quilómetros finais. “Foi preciso atacar e gerir ao mesmo tempo. A navegação estava traiçoeira, mas mantivemos o foco”, explicou no final.

Na geral, De Soultrait mantém a liderança, com Guerreiro agora em 2.º, a apenas 1m47s, e Brock Heger em terceiro. Alexandre Pinto foi 60.º na etapa e mantém-se no top 20 acumulado.

Stock: Defender em força e Sara Price renasce

504 PRICE Sara (usa), BERRIMAN Sean (usa), Defender Rally, Defender, Stock

A Defender Rally assinou um 1‑2‑3 na etapa dos Stock, com Sara Price a vencer após um duelo intenso com Stéphane Peterhansel. A norte‑americana, que perdera mais de duas horas na véspera, mostrou ritmo para lutar por vitórias diárias, mas está agora apenas em quinto da geral.

Rokas Baciuška lidera a classificação acumulada, seguido por Miura e Basso, ambos em Toyota Auto Body.

Camiões: Renault quebra hegemonia Iveco

616 HUZINK Kay (ned), BUURSEN Rob (ned), SCHONEVELD Gerrit (ned), Kuipers-Jongbloed Hybrid, Renault

Nos camiões, a etapa trouxe uma surpresa: Gert Huzink, em Renault C460 Hybrid Evo 4, venceu a especial, quebrando uma sequência de quase dois anos de triunfos Iveco. O holandês bateu Vaidotas Žala por apenas 42 segundos, num final eletrizante.

Mitchel van den Brink assumiu a liderança da geral, seguido por Macík (+3m06s) e Žala (+3m30s). Ales Loprais perdeu mais de dez minutos e caiu para quarto.

Participação portuguesa: um dia de afirmação em várias frentes

240 FERREIRA Joao (por), PALMEIRO Filipe (por), Toyota Gazoo Racing, Toyota

A Etapa 2 foi particularmente positiva para as equipas portuguesas, que se destacaram em várias categorias e reforçaram a presença lusa no Dakar 2026. O grande destaque voltou a ser João Ferreira, que assinou um notável 5.º lugar nos Ultimate, integrando o histórico “top 5” 100% Toyota e consolidando a sua posição entre a elite mundial. O piloto de Leiria subiu ao 6.º lugar da geral, a apenas 2m01s da liderança, depois de uma especial longa e extremamente técnica. “Foi uma etapa muito dura, com muitas pedras no início. Tivemos um furo lento, mas depois do pit stop conseguimos puxar um pouco e terminámos em quinto. O ritmo estava lá e estamos vivos para o próximo dia”, explicou. O navegador Filipe Palmeiro detalhou a gestão estratégica: “Começámos devagar para evitar riscos. Controlámos o furo até ser impossível e mudámo-lo. No final puxámos só um pouco, sem loucuras, e conseguimos um bom resultado. Estamos a dois minutos do primeiro lugar — é muito bom.”

Nos Challenger, Pedro Gonçalves voltou a demonstrar evolução e maturidade competitiva. Depois de um início de Dakar marcado por consistência, o piloto português manteve um ritmo sólido ao longo da etapa, terminando dentro do top 50 e reforçando a sua posição na geral. A sua abordagem metódica — “é uma corrida de resistência, não um sprint”, como tem repetido — continua a dar frutos, mostrando que o trabalho feito em Portugal e em Marrocos está a traduzir‑se em resultados.

Também nos Challenger, Rui Carneiro e Fausto Mota completaram mais uma etapa sem incidentes de maior, mantendo‑se dentro do top 60 acumulado e reforçando a fiabilidade do projeto MMP. A regularidade da dupla portuguesa tem sido um trunfo importante numa categoria onde as diferenças acumuladas podem mudar radicalmente de um dia para o outro.

400 PINTO Alexandre (por), OLIVEIRA Bernardo (por), Old Friends Rally Team, Polaris, SSV

O maior momento português do dia surgiu nos SSV, com Gonçalo Guerreiro a conquistar a sua primeira vitória de sempre no Dakar, impondo o Polaris da Loeb FrayMédia Motorsport – RZR Factory Racing com autoridade. O piloto português esteve sempre entre os mais rápidos, alternando a liderança com Xavier de Soultrait e “Chaleco” López, antes de selar o triunfo nos quilómetros finais. Com este resultado, Guerreiro ascende ao 2.º lugar da geral, a apenas 1m47s do comando, reforçando a candidatura portuguesa a um pódio na categoria. Alexandre Pinto e Bernardo Oliveira, também em Polaris, completaram a etapa no 60.º posto, mantendo‑se dentro do top 20 acumulado e contribuindo para um dia globalmente positivo para Portugal na classe.

#248 GAMEIRO Maria Luis (Por), ROMERO Rosa (Spn), X-raid MINI JCW, Mini

Entre os Ultimate, Maria Gameiro viveu uma etapa de contrastes ao volante do MINI JCW 3.0d da X‑raid. “Metade do dia foi muito boa, metade foi muito má. Estávamos num ótimo momento até ao km 300, quando fomos atingidos por um camião. O carro ficou danificado e fizemos os últimos 100 km quase sem travões e sem amortecedores. Mas chegámos ao fim — isso é o mais importante”, relatou. Apesar do contratempo, a piloto portuguesa demonstrou resiliência e capacidade de adaptação num dos dias mais exigentes da prova.

No conjunto, a Etapa 2 confirmou a força crescente da presença portuguesa no Dakar 2026: resultados de topo, uma vitória histórica, consistência estratégica e uma resiliência que continua a marcar a diferença numa das provas mais duras do mundo.

Amanhã: navegação pura em AlUla

A etapa 3 será um loop AlUla > AlUla, com 422 km cronometrados e forte componente de navegação. Trilhos arenosos, zonas planas e múltiplas pegadas vão exigir precisão absoluta dos navegadores. Com os primeiros sete classificados separados por menos de três

Classificação da 2ª etapa

Classificação geral após a 2ª etapa

  • DAKAR 2026 - STAGE 2
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