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Portugueses resistem na etapa mais dura: Ford domina e maratona baralha contas no Dakar 2026

A quinta etapa do Dakar 2026 — a segunda metade da maratona — voltou a expor a brutalidade do rali e a capacidade de sobrevivência das equipas. Com navegação traiçoeira, longos sectores de pedras e zero assistência externa, o dia transformou-se num teste de resistência pura. A Ford voltou a dominar na Ultimate, a Challenger viveu a etapa mais disputada da edição e os SSV tiveram finalmente uma vitória Can-Am. Pelo meio, os portugueses enfrentaram um dos dias mais duros, mas mantiveram-se firmes na luta.

Ultimate: Ford impõe lei, Roma perde vitória por penalização e declarações revelam desgaste

28 GUTHRIE Mitch (usa), WALCH Kellon (usa), Ford M-Sport, Ford

A Ford voltou a assinar uma demonstração de força impressionante. Mitch Guthrie Jr. conquistou a sua segunda vitória no Dakar 2026, mas apenas depois de Nani Roma — que cruzou a meta como o mais rápido — receber uma penalização de 1’10’’ por excesso de velocidade. A diferença real entre ambos era de apenas quatro segundos, o que tornou o desfecho ainda mais dramático. Com a penalização aplicada, Guthrie venceu por 1’06’’ e reforçou o domínio dos Raptors.

Martin Prokop completou o pódio, garantindo um 1-2-3 para a Ford. Lucas Moraes (Dacia) foi o único a quebrar o bloco americano, terminando em quarto, enquanto Denis Krotov fechou o top 5.

A etapa foi particularmente dura para o líder da geral, Henk Lategan (Toyota), que abriu a especial sem as marcas das motos — um desafio que o sul-africano descreveu como o mais complexo da semana. Perdeu 12’47’’ para Guthrie, mas manteve a liderança geral graças à vantagem construída anteriormente.

A navegação foi um dos temas do dia, como sublinhou o navegador Édouard Boulanger, da Dacia, “Foi uma etapa muito complicada em termos de navegação, por isso parabéns aos que abriram a pista.” Também Mathieu Baumel, navegador de Guillaume de Mévius, relatou um dia de pura sobrevivência, “Tivemos muitos problemas técnicos, até conduzimos em duas rodas e sem macaco. Mas chegámos. Agora é reconstruir o carro e continuar.”  Marek Goczal, que ainda sonha com um grande resultado, resumiu o espírito Dakar, “A navegação foi difícil, mas estávamos rápidos. A 50 km do fim partimos um triângulo da suspensão e tivemos de o trocar com tudo quente. Amanhã vamos atacar como loucos.”

Com quatro Ford no top 6, a marca americana está a protagonizar uma das melhores prestações colectivas dos últimos anos.

Challenger: Del Rio vence, Navarro assume liderança e Akeel brilha

338 DEL RIO ALAMOS Lucas Jose (chi), JACOMY Bruno (arg), BBR Motorsport, BRP

A Challenger viveu a etapa mais disputada da edição. Lucas Del Rio conquistou a sua segunda vitória no Dakar 2026, batendo Pau Navarro por 24 segundos e Dania Akeel por 28.As declarações de Akeel, que liderou grande parte da especial, mostram a determinação da saudita, “Não estamos desanimados! Depois dos problemas iniciais, hoje voltámos a atacar. A navegação foi difícil, mas mantivemos o ritmo.” Com o segundo lugar, Pau Navarro assumiu a liderança da geral, destronando Yasir Seaidan, agora a 4’26’’. Nicolás Cavigliasso mantém-se em terceiro e ainda dentro da luta.

SSV: Kyle Chaney dá a primeira vitória à Can-Am

416 CHANEY Kyle (ger), ARGUBRIGHT Jacob (usa), Can-Am Factory Team, Can-Am

Nos SSV, a etapa 5 marcou finalmente a primeira vitória da Can-Am nesta edição. O norte‑americano Kyle Chaney assinou uma prestação sólida e inteligente, resistindo à pressão constante de “Chaleco” López e de Brock Heger, que continua a liderar a classificação geral com mais de meia hora de vantagem sobre Xavier de Soultrait. Chaney, que vinha a mostrar ritmo desde o início da semana, conseguiu segurar a vantagem nos quilómetros finais e abriu a contagem de triunfos para a Can-Am, quebrando a sequência de cinco vitórias consecutivas da Polaris.

A etapa foi particularmente exigente para os pilotos portugueses, incluindo Gonçalo Guerreiro, que voltou a demonstrar consistência num dia marcado por navegação difícil e zonas de piso muito destrutivo. O piloto luso evitou erros, geriu bem o material e completou a especial dentro do grupo intermédio, assegurando uma posição estável na classificação geral. Num Dakar onde a fiabilidade tem sido tão decisiva quanto a velocidade, a abordagem de Guerreiro — prudente mas eficaz — tem permitido manter-se em prova e continuar a subir gradualmente na tabela, etapa após etapa.

A dureza do dia ficou evidente também nos problemas enfrentados por vários concorrentes, como Alexandre Pinto, que perdeu muito tempo devido a danos na suspensão. Ainda assim, a Polaris mantém o controlo da geral, com Heger a gerir uma vantagem confortável, enquanto Chaney sobe ao terceiro posto e reforça a presença da Can-Am na luta pelo pódio final.

Baciuska vence com autoridade e reforça liderança numa etapa de ritmo altíssimo

502 BACIUSKA Rokas (ltu), VIDAL Oriol (esp), Defender Rally, Defender

Na categoria Stock, Rokas Baciuska voltou a mostrar porque é considerado um dos pilotos mais completos do Dakar moderno. O lituano assinou uma etapa de enorme intensidade, recuperando tempo nos quilómetros finais para garantir a vitória diante dos seus companheiros de equipa, Stéphane Peterhansel e Sara Price, que terminaram separados por poucos segundos. Com este triunfo — o segundo da edição — Baciuska reforça a liderança da classificação geral, onde já dispõe de uma vantagem superior a 40 minutos sobre Peterhansel.

A etapa foi marcada por um duelo interno entre os três pilotos da Defender Rally, que têm monopolizado todas as vitórias desde o início da prova. Price liderou durante grande parte da especial, mas Baciuska impôs um ritmo fortíssimo na secção final, enquanto Peterhansel manteve a consistência que o caracteriza. A intensidade do trio ficou evidente nos tempos intermédios, com diferenças frequentemente inferiores a um minuto ao longo de toda a especial.

A regularidade dos três Defenders tem sido um dos pontos altos desta edição, e a etapa 5 voltou a confirmar que a luta pelo título na Stock será decidida entre Baciuska, Peterhansel e Price — todos eles com vitórias, todos eles com ritmo para vencer, e todos eles com margem para atacar nas dunas que se aproximam.

Camiões: luta titânica entre Van den Brink, Macik e De Groot

600 MACIK Martin (cze), TOMASEK Frantisek (cze), SVANDA David (cze), MM Technology, MM Technology Iveco

Na categoria dos camiões, a etapa foi marcada por uma batalha intensa entre os gigantes do Dakar. Richard de Groot liderou grande parte da especial, mas Mitchel Van den Brink acabou por assumir o comando após os 237 km, com Martin Macik sempre por perto.

Gert Huzink, vencedor da etapa 2, abandonou após apenas 19 km devido a problemas mecânicos — um golpe duro para a equipa.

A luta pela geral continua aberta, com Van den Brink e Macik a mostrarem ritmo muito semelhante e a promessa de mais duelos nas dunas.

Portugueses: um dia de resistência, inteligência e recuperação na geral

Os portugueses viveram uma etapa de enorme desgaste, mas mostraram a resiliência que caracteriza a escola lusa de todo-o-terreno.

240 FERREIRA Joao (por), PALMEIRO Filipe (por), Toyota Gazoo Racing, Toyota

João Ferreira e Filipe Palmeiro foram os melhores portugueses na Ultimate, terminando num sólido 8.º lugar da etapa, apesar de ainda gerirem as consequências dos dois furos sofridos na primeira parte da maratona. Na geral, subiram para 14.º, mantendo-se plenamente dentro da luta por um lugar no top 10.

As suas declarações ilustram bem o que foi a dureza da maratona, “Tivemos dois furos cedo, aos 100 e 150 km, e fizemos 300 km sem pneus suplentes. Dormimos no deserto, muito frio. Hoje fomos cautelosos para garantir que chegávamos.” Declarou João Ferreira, enquanto o seu navegador Filipe Palmeiro dizia que hoje foi uma etapa com “Muita navegação, muitas pedras. Ontem dois furos outra vez. Hoje viemos mais tranquilos. Estamos a ganhar ritmo e confiança para atacar.”

O piloto português João Monteiro enfrentou problemas mecânicos que lhe custaram tempo precioso, mas manteve-se em prova e continua dentro do top 40 da geral dos SSV. A consistência tem sido a sua arma nesta edição. Quanto a Rui Carneiro completou a etapa sem incidentes graves, consolidando a sua posição na geral e mantendo o objetivo de terminar o Dakar — algo que, nesta edição particularmente dura, vale ouro.

Os portugueses resistem, recuperam e mantêm-se firmes numa das edições mais duras dos últimos anos.

Etapa 6 – Hail › Riyadh : Um Dakar totalmente em aberto

A etapa 6 do Dakar 2026, com cerca de 331 km cronometrados em dunas e um total de 920 km até Riyadh, promete grandes mudanças na classificação. Lategan lidera, mas Al-Attiyah aproxima-se, enquanto Ekström, Roma e Sainz ganham terreno.

A sexta etapa do Dakar 2026 apresenta-se como a mais longa jornada desta edição antes do dia de descanso, ligando Hail à capital Riyadh. Os concorrentes enfrentam uma especial cronometrada de cerca de 331 km, inserida num total de aproximadamente 920 km entre ligações e setores competitivos.

Esta etapa é particularmente direcionada aos entusiastas das dunas, com grande parte do percurso a atravessar os extensos cordões de areia na região de Qassim, onde as formações dunárias se estendem até onde a vista alcança. Os participantes vão rodar sobre terreno predominantemente arenoso ao longo de toda a especial cronometrada, com troços em que as dunas se alternam com vales de areia profunda, exigindo não só técnica de pilotagem como uma leitura constante das linhas mais eficientes no terreno.

Classificação etapa 6

Classificação geral após etapa 6

  • DAKAR 2026 - STAGE 5
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