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Mário Castro dá a volta a Famalicão

Mário Castro e Ricardo Cunha voltaram a vencer no Campeonato Norte de Ralis (CNR). Depois do triunfo em Viana do Castelo, a dupla da Liber Jeans impôs-se no Rali de Vila Nova de Famalicão ao volante do Renault Clio R3T. Venceu também entre as duas rodas motrizes (CNR2RM) e terminou num notável quarto lugar da classificação geral, apenas superado por três Rally2, viaturas de tracção integral e bastante mais potentes.

O resultado ganha ainda mais valor numa prova tradicionalmente difícil, em que aos habituais protagonistas do campeonato se juntam muitos pilotos locais, conhecedores profundos das classificativas e com carros muito competitivos. «Estávamos conscientes dessas dificuldades, mas nunca escondemos que o nosso objectivo era lutar pela vitória nas duas rodas motrizes e tentar o melhor resultado possível à geral», explicou o piloto.

O arranque, porém, foi complicado. O Clio não tinha o comportamento desejado e Castro percebeu que manter a afinação que resultara em Viana tinha sido um erro. «Rapidamente percebemos que, nestes troços, não estava a funcionar», admitiu. A primeira etapa terminou com a dupla no segundo posto, a 10,2 segundos de André Ribeiro.

No último dia, Mário Castro decidiu arriscar. Mudou profundamente a afinação do carro e apostou numa escolha de pneus que nunca tinha experimentado em competição. A jogada deu resultado imediato. «Em apenas duas classificativas conseguimos anular os 10,2 segundos de desvantagem e passar para a frente do rali», contou. A partir daí, o piloto geriu a liderança até ao final, corrigindo erros de condução cometidos nas primeiras passagens. «Soubemos reagir às dificuldades e encontrar as soluções certas», resumiu.

Castro fez questão de elogiar o principal adversário. «O André deu-nos uma grande réplica e está de parabéns pelo rali que fez», afirmou, sem deixar de considerar a vitória «inteiramente merecida, porque toda a equipa trabalhou muito para a conseguir».

O triunfo premeia também o trabalho da AutoDocim, responsável pela preparação do Clio, cuja capacidade de encontrar soluções técnicas foi determinante para o desfecho. Confirma ainda a boa fase da dupla, depois de uma primeira metade de temporada marcada por sucessivos contratempos, que impediram Mário Castro de discutir a renovação do título conquistado em 2025.