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FIA aponta a 2030: eis como serão os todo-o-terreno do futuro

A FIA revelou os traços técnicos dos futuros Ultimate 2030 e Challenger 2029, uma reforma profunda que promete tornar o Cross-Country mais seguro, mais barato e tecnicamente mais flexível, agora com datas concretas no calendário.

Os novos Challenger ficam elegíveis para pontos no campeonato a partir de 2029. O regulamento Ultimate torna-se obrigatório para os pilotos oficiais em 2030. Segundo a federação, a ideia é reforçar o caminho de evolução entre as duas categorias, para que a passagem das máquinas mais acessíveis para os protótipos de topo seja mais natural.

A segurança é a grande prioridade. Os Ultimate terão uma célula de sobrevivência desenhada pela própria FIA e um habitáculo alargado, com atenuadores nos bancos. Os Challenger passam a ter uma estrutura de protecção reforçada e carroçaria fechada, uma mudança visível face aos buggies abertos que conhecemos hoje.

Há novidades debaixo do capot. Nos Challenger, o motor turbo poderá chegar aos 1620 cc, bem acima do limite actual de 1050 cc nos modelos turbo da categoria. Já nos Ultimate, o regulamento prevê desde já a possibilidade de motorizações alternativas, uma porta aberta a futuras soluções de propulsão.

Para travar a escalada de custos, a FIA vai aumentar o peso mínimo dos carros. Na prática, os construtores poderão recorrer a soluções menos exóticas e mais económicas, sem a obsessão de cada grama poupado.

Em Portugal, onde o Dakar é seguido com devoção e a Baja Portalegre 500  integra o calendário da Taça do Mundo de Bajas da FIA, a mudança promete mexer com equipas e pilotos que sonham chegar ao topo. Com regras claras e custos mais controlados, será esta a porta de entrada para novos protagonistas?