O Circuito Internacional de Lousada voltou a ser palco de um arranque de época vibrante, reunindo milhares de espectadores para a primeira jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross e Kartcross. Ao longo de dois dias intensos, 81 pilotos disputaram cada metro de pista, num evento marcado por estreias sonantes, duelos emocionantes e decisões polémicas dos comissários desportivos.
Trechos como “Foi um fim de semana em grande, com a estreia do carro e a vitória” e “A concorrência aumentou e tornou tudo mais desafiante” ajudam a ilustrar o ambiente competitivo vivido em Lousada.
Super Cars: a estreia de uma ‘fera’ e uma vitória marcante

A categoria rainha não desiludiu. Sérgio Dias apresentou-se com um Ford Fiesta RX com história — anteriormente guiado por Ken Block — e rapidamente mostrou que a máquina estava em boas mãos. Depois de surpreender o tricampeão José Oliveira nas qualificações, Dias dominou a final de forma segura, liderando de início ao fim.
O piloto não escondeu a satisfação: “Ainda estou em fase de adaptação a esta ‘fera’, mas espero que seja a primeira de muitas conquistas. A pista é extraordinária e a organização esteve irrepreensível”.
Super 1600: equilíbrio e preparação para o Europeu

A competitividade foi a nota dominante na Super 1600. André Sousa, ao volante de um Audi A1, destacou-se desde as qualificações e confirmou o favoritismo na final, vencendo com autoridade.
O piloto sublinhou a importância deste arranque: “O campeonato está muito competitivo e esta prova foi fundamental após um período de paragem. Foi também uma excelente preparação para o início do Europeu, que é o meu principal objectivo esta época” .
Nacional 2RM: velocidade em pista, polémica no paddock

A categoria Nacional 2RM viveu um dos momentos mais tensos do fim de semana. André Marinho foi o mais rápido em pista, mas problemas mecânicos afastaram-no da luta pela vitória. Bruno Lima assumiu o comando e cruzou a meta em primeiro, mas uma penalização de cinco segundos por condução antidesportiva alterou tudo.
Manuel Tavares, sempre consistente, acabou declarado vencedor, num desfecho que gerou debate entre equipas e adeptos.
Iniciados: juventude com talento e maturidade

Entre os mais jovens, Michael Braun voltou a confirmar o seu potencial. Apesar da forte oposição de Lucas Moura nas qualificações, uma excelente partida na final permitiu-lhe controlar a corrida até ao fim.
O piloto de apenas 14 anos destacou a evolução: “A concorrência aumentou e tornou tudo mais desafiante, mas senti evolução e diverti-me bastante”.
Kartcross: decisão ao milímetro na joker lap

O Kartcross foi, como habitualmente, uma das categorias mais imprevisíveis. Quatro vencedores diferentes nas qualificações deixavam antever uma final intensa — e assim foi.
Tiago Costa e Jorge Gonzaga protagonizaram um duelo electrizante, decidido apenas na joker lap a favor de Costa. “Sabia que podia lutar pela vitória. Foi uma corrida muito disputada, com vários pilotos competitivos e carros novos”, afirmou o vencedor.
Troféu Júnior: domínio de Lourenço Rocha

No Troféu Júnior de Kartcross, Lourenço Rocha mostrou rapidez e maturidade. Apesar de ter perdido a liderança na partida da final, recuperou rapidamente e venceu com autoridade.
“Ainda estou a adaptar-me ao carro e espero repetir este resultado ao longo da época”, referiu o jovem piloto .
Pop Cross: vitória com sabor a história

A corrida de suporte, dedicada aos clássicos Citroën 2CV e Dyane, teve um vencedor especial. Domingos Violante liderou desde o arranque e celebrou de forma emotiva:
“Celebro 50 anos de competição no Pop Cross, o que torna esta vitória ainda mais emocionante”.
O arranque em Lousada confirmou, mais uma vez, por que razão o Campeonato de Portugal de Ralicross e Kartcross é considerado um dos mais competitivos da Europa. Novas máquinas, jovens talentos em ascensão, veteranos em grande forma e um público sempre fervoroso criaram o ambiente perfeito para uma temporada que promete ser memorável.

