Maria Luís Gameiro vai viver, entre os dias 13 e 15 de agosto, uma nova estreia na sua já intensa temporada de 2026: a Hungarian Baja, prova que celebra este ano a 23.ª edição e que pontua para a Taça Europeia FIA de Bajas de Todo-o-Terreno. Depois do adiamento da Baja Aragón, a piloto de Cascais chega a Várpalota, na Hungria, para mais um desafio internacional, ao volante do seu Mini JCW T1+ preparado pela X-Raid, com a fiel companhia da navegadora espanhola Rosa Romero.

A dupla, que já partilhou momentos marcantes no Dakar 2026, prepara-se para enfrentar um traçado desenhado na maior área militar contígua da Europa, palco que reúne este ano concorrentes de 21 países, incluindo o Japão. É a primeira vez que Maria Luís Gameiro compete neste cenário, e o desafio surge numa altura particularmente favorável: depois de uma temporada consistente que a colocou na liderança do FIA European Baja Cup na categoria Ultimate, na sequência da Baja da Grécia, e que a mantém agora na 4.ª posição do campeonato.
O traçado da Hungarian Baja 2026 sofreu alterações significativas face a anos anteriores, fruto de mudanças no desenho do percurso e no processo de obtenção das licenças necessárias junto das autoridades locais. Para os concorrentes da Taça Europeia FIA, a prova prevê 457,90 quilómetros de setores seletivos, num total de 548,79 quilómetros, distribuídos por quatro setores seletivos e um prólogo. Ao traçado habitual, muito apreciado pelo pelotão, junta-se este ano uma zona que não é utilizada há vários anos, bem como um troço completamente inédito na história da prova.
A ação arranca já na sexta-feira, dia 14, com o Prólogo de 11,02 km, agendado para o início da tarde, seguindo-se a SS1, com 49,34 km, cuja partida está marcada para as 17h40 (hora local). O segundo e último dia de competição, sábado, dia 15, abre logo pela manhã com a SS2, de 132,60 km. A SS3 repete o troço da manhã, já ao início da tarde, e a jornada — e a prova — encerram com a SS4, de 132,34 km, ao final da tarde.
Tal como em edições anteriores, o parque de assistência estará instalado em Várpalota, junto ao pavilhão desportivo e ao hipermercado Tesco local, enquanto o Castelo de Thury servirá de quartel-general da organização. É também junto ao castelo, na Praça Hunyadi Mátyás, que se realizará a partida cerimonial, na noite de sexta-feira, seguida da cerimónia de entrega de prémios, no sábado.
Além de Maria Luís Gameiro, Portugal estará representado na categoria Ultimate por José Rogeira e Paulo Marques (Ford Ranger), e na categoria Challenger por Dinis Rogeira e Nelson Ramos (CanAm Maverick X3), reforçando a presença lusa numa prova que reúne 35 inscritos na Taça Europeia FIA.

Antes da partida, Maria Luís Gameiro assumiu estar motivada para este novo desafio: “Estou muito entusiasmada por regressar à competição numa prova como a Hungarian Baja. Esta será a minha estreia na prova, mas sei que este ano o traçado sofreu alterações importantes. Isso torna tudo ainda mais imprevisível e interessante, acabando por nivelar um pouco mais a lista de participantes. Por outro lado, exige um ainda maior nível de concentração, desde o primeiro quilómetro. Será mais um excelente teste à nossa capacidade de adaptação e de gestão de prova. Vamos para a Hungria com vontade de rubricar uma jornada positiva, continuar a ganhar experiência e aproveitar cada quilómetro para evoluir, sem nunca descurar os resultados que também são importantes. Ocupamos a quarta posição do campeonato entre os Ultimate, e queremos subir mais na classificação”, disse a piloto portuguesa.
A Hungarian Baja representa, assim, um novo capítulo na temporada de Maria Luís Gameiro, que em Várpalota vai procurar transformar a experiência acumulada nos últimos meses em ritmo competitivo, consistência e bons resultados — numa época em que o Dakar 2026 e as boas prestações no Europeu de Bajas já colocaram o nome da piloto de Cascais entre os mais competitivos do todo-o-terreno nacional.

