Depois da pausa de Verão, a Peugeot Rally Cup Portugal 2026 está de volta à estrada este fim de semana, dias 11 e 12 de setembro, com o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín, terceira das cinco jornadas da temporada. E chega numa altura em que o campeonato não podia estar mais renhido: Hélder Miranda lidera a tabela classificativa com apenas um ponto de vantagem sobre João Rodrigues, num pelotão em que qualquer deslize pode custar caro.

As duas primeiras provas do ano já tinham deixado claro que esta será uma temporada de margens mínimas. No Rali Terras d’Aboboreira, Pedro Câmara e João Câmara levaram a melhor sobre Hélder Miranda e Mariana Machado por apenas 4,4 segundos, com Emanuel Figueiredo e Ricardo Pinto a fecharem o pódio. O Rally de Lisboa, segunda jornada, trouxe uma reviravolta completa: João Rodrigues e Bruno Carvalho impuseram-se de forma dominante, batendo Danny Carreira e Marco Vilas Boas por 58,6 segundos, com Miranda e Machado novamente no pódio, desta vez em terceiro. Essa prova ficou ainda marcada pelo drama dos até então líderes Pedro Câmara e João Câmara, que capotaram logo na primeira especial, e pelo abandono de Iago Gabeiras e Ian Quintana já na Power Stage, quando o segundo lugar parecia garantido.
Resultado: Miranda soma agora 42 pontos, Rodrigues 41, e Pedro Câmara segue em terceiro com 27. Completam o top-5 provisório Nuno Coelho e Ricardo Cunha, com 22 pontos, e Danny Carreira, com 21. Como só contam os quatro melhores resultados de um total de cinco provas, o título continua em aberto para vários candidatos. Também entre os copilotos a luta é apertada: Mariana Machado lidera por um ponto sobre Bruno Carvalho.

O Rali da Água assume ainda um significado especial por ser a única prova do calendário nacional que atravessa a fronteira para Espanha, com a Especial de Verín a levar os concorrentes, ainda que por breves instantes, a território espanhol — reforçando o cariz ibérico que sempre marcou a filosofia dos troféus Peugeot. Organizada com o selo da Eurocidade que une Chaves e Verín, a prova soma um percurso total de 323,67 quilómetros, dos quais 124,84 km cronometrados, distribuídos por dez especiais, todas em piso de asfalto.
O Centro Operacional fica instalado na Escola Profissional de Chaves, com o Parque de Assistência montado no Centro Coordenador de Transportes de Chaves. A 1.ª Etapa arranca já esta sexta-feira à tarde, com a SS1 – Chaves 1 (12,20 km) a começar às 16h05, seguida da SS2 – Verín (18,07 km), em solo espanhol, às 16h52. Depois do regresso a Portugal para a repetição da SS3 – Chaves 2, pelas 18h40, o dia fecha com a SS4 – Rota Termal, uma Super-Especial noturna de 1,89 km, com partida às 21h02. No sábado, a 2.ª Etapa repete duas vezes o bloco Transibérico (19,77 km) e Alto Tâmega (10,17 km), com a Termas de Chaves (10,30 km) a fechar o programa em formato de Power Stage, distribuindo pontos extra aos mais rápidos. A cerimónia de pódio está marcada para as 18h30 de sábado.

Dez duplas vão disputar esta terceira jornada, maioritariamente portuguesas, com destaque para os líderes Hélder Miranda e Mariana Machado, João Rodrigues e Bruno Carvalho, e Pedro Câmara e João Câmara. Juntam-se-lhes Nuno Coelho e Ricardo Cunha, Danny Carreira e Marco Vilas Boas, Afonso Santos e Mafalda Santos, Gonçalo Rêgo e Pedro Castro, e Joni Gonçalves e Vítor Hugo. A representação internacional fica a cargo da dupla neozelandesa/britânica Bryn Jones e Max Freeman e da dupla irlandesa Oisin McShane e Niall Anthony Myers, ambas estreantes na competição.
Como já vem sendo hábito, todos os concorrentes confiam no Peugeot 208 Rally4, viatura que continua a comprovar a sua fiabilidade e competitividade nos mais variados traçados, de terra ou de asfalto, e que se mantém como a máquina de referência do troféu ibérico.
A Peugeot Rally Cup Portugal 2026 prossegue depois com o Rallye Casinos do Algarve, em terra, a 2 e 3 de Outubro, e encerra a temporada com o Rallye Vidreiro, em asfalto, a 20 e 21 de Novembro.


