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Emoção até ao último metro na vitória de Lukyanuk em Fafe

‘Terra de emoções’. O slogan das campanhas de promoção turística do município de Fafe bem se pode aplicar à edição de 2020 do Rally Fafe Montelongo, que marcou a estreia do Demoporto no calendário do FIA ERC (European Rally Championship). A prova portuguesa, terceira ronda do ‘Europeu’, teve emoção até à derradeira especial, para a qual Alexey Lukyanuk (Citroën C3 R5) partiu com apenas 3,8s de vantagem sobre Yoann Bonato (Citroën C3 R5) e 4,7s sobre Iván Ares (Hyundai i20 R5)… depois de ter chegado a ter mais de 34s de avanço na tarde de domingo.

O piloto russo, campeão da Europa em 2018 e atual líder do campeonato, conseguiu manter o comando no derradeiro troço, em condições de aderência precárias, fazendo exatamente o mesmo tempo de Ares e menos 0,8s do que Bonato. Assim, Lukyanuk garantiu em Fafe a segunda vitória da época, depois do triunfo em Itália, terminando com 4,6s de vantagem sobre Bonato e 4,7s sobre Ares.

“Fiz um pião no troço anterior, não era bem o momento ideal para cometer um erro daqueles, mas isso deixou-nos ainda mais motivados”,admitiu Lukyanuk no final do rali. “Fizemos um bom trabalho na última especial, apesar da chuva. Posso estar orgulhoso. Um grande obrigado à equipa, à Pirelli e aos patrocinadores. Agora, vamos divertir-nos.”

A última e emocionante passagem pela especial de Guilhofrei foi ganha pelo jovem Oliver Solberg (Volkswagen Polo GTi R5), que entre o acidente no Shakedown de sexta-feira, e problemas de turbo no sábado, não pôde discutir a vitória com Lukyanuk, seu principal rival no campeonato.

Registo ainda para a prestação das equipas portuguesas, onde João Barros (Citroën C3 R5) foi o melhor classificado, no 13.º lugar. Pedro Almeida (Peugeot 208 Rally4) foi o terceiro no FIA ERC3 e 17.º da classificação geral. Seguiram-se Aloísio Monteiro (Skoda Fabia R5) no 21.º lugar, José Paula (Peugeot 208 T16) em 25.º, Manuel Pereira (Peugeot 208 R2) em 28.º, e Mário Castro (Ford Fiesta R2T) no 30.º lugar final. Estes resultados são ainda provisórios, estando sujeitos à validação do Colégio de Comissários Desportivos.