O Bilstein Group Rallye das Camélias regressa à estrada nos dias 25 e 26 de abril e volta a apresentar-se como um dos pontos altos da temporada nacional, reunindo competitividade, tradição e espetáculo num pacote que promete manter o público agarrado do primeiro ao último quilómetro. Com cerca de seis dezenas de equipas inscritas e 73,19 km cronometrados distribuídos por oito especiais, a prova reafirma o estatuto de clássico moderno do calendário, combinando troços seletivos, paisagens emblemáticas e um plantel de luxo.

À cabeça surge inevitavelmente Carlos Fernandes, vencedor das edições de 2024 e 2025, que regressa com Valter Cardoso e o habitual Mitsubishi Carisma GT. A dupla procura um inédito terceiro triunfo consecutivo, mas o próprio Fernandes reconhece que “o nível competitivo está cada vez mais alto e não há margem para erros”, sublinhando a exigência de um rali onde a meteorologia e o estado do piso podem alterar o rumo dos acontecimentos a qualquer momento.
Entre os principais opositores destaca-se Rui Madeira, figura maior do automobilismo português e vencedor da Taça do Mundo de Grupo N em 1995. Com três vitórias no Rallye das Camélias — 2021, 2022 e 2023 — o piloto apresenta-se novamente com o Hyundai i20 N Rally2, navegado por Nuno Rodrigues da Silva. A experiência acumulada e o profundo conhecimento dos troços fazem de Madeira um candidato natural ao triunfo, num evento onde já demonstrou uma consistência notável. Como o próprio costuma recordar, “os Camélias são um rali que não perdoa distrações”, frase que volta a ganhar peso perante a competitividade da edição deste ano.
A luta pelos lugares cimeiros promete ser intensa, com vários nomes capazes de se intrometer na discussão. Gil Antunes e Diogo Correia surgem em Skoda Fabia Rally2, tal como João Barros e Jorge Henriques, ambos com ambições claras de lutar pelo pódio. A estes junta-se André Cabeças, acompanhado por Miguel Castro, em Citroën C3 Rally2, reforçando um lote de candidatos onde a diferença poderá fazer-se em detalhes como a afinação, a leitura do terreno ou a gestão de pneus.
Nas duas rodas motrizes, o equilíbrio é a palavra-chave. Afonso Santos e Alexandre Rodrigues, em Peugeot 208 R4, surgem como uma das duplas mais fortes, mas terão pela frente adversários diretos como Bruno Carvalho e Flávio Vieira, em Citroën Saxo S1600, num duelo que promete ser decidido ao décimo de segundo. A variedade de máquinas e estilos de condução acrescenta imprevisibilidade a uma categoria que, ano após ano, conquista cada vez mais adeptos.
O espetáculo não se limita, porém, à competição. A organização volta a apostar numa forte componente de animação e segurança, trazendo nomes de peso para funções de abertura. O carro 0 será conduzido por Vaidotas Žala e Paulo Fiúza, vencedores do Rally Dakar na categoria de camiões — uma presença que reforça a dimensão internacional do evento e que certamente atrairá a atenção dos aficionados. A passagem de máquinas icónicas também está garantida, com destaque para o lendário Audi Quattro S1 E2, pilotado por Alberto Fraga e navegado por Filipe Alvarado, num momento que promete ser um dos mais aguardados do fim de semana.
A estrutura de segurança contará ainda com equipas experientes como Filipe Madureira e Manuel Miranda, bem como as viaturas lideradas por João Vieira Borges e João Sena, e por Pedro Clarimundo e Luís Jardim Pereira, responsáveis por assegurar que todas as condições em estrada se mantêm dentro dos parâmetros exigidos. A presença destas equipas reforça a aposta contínua na segurança, um dos pilares fundamentais do Rallye das Camélias.
Com uma lista de inscritos de elevada qualidade, um percurso tecnicamente desafiante e a presença de pilotos de renome nacional e internacional, tudo aponta para uma edição memorável. O Rallye das Camélias volta a combinar tradição, competitividade e espetáculo, mantendo viva a essência de um evento que, ano após ano, conquista o público e consolida o seu lugar entre os grandes ralis disputados em Portugal.


