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Adamastor Furia volta a Portimão e confirma estatuto de supercarro português

O Adamastor Furia regressou ao Autódromo Internacional do Algarve para uma nova e decisiva fase de testes, reafirmando o potencial que o coloca entre os supercarros mais promissores da actualidade. A equipa de desenvolvimento voltou ao traçado de Portimão para explorar os limites do Development Prototype #001, focando-se sobretudo no desempenho aerodinâmico e na fiabilidade — dois pilares essenciais para a próxima etapa do projecto.

O circuito algarvio não é território desconhecido para o Furia. Foi ali que começaram os primeiros testes dinâmicos do que é apresentado como o primeiro supercarro português da história. Agora, com todos os sistemas validados, melhorias implementadas e testes de estrada já em curso, chegou o momento de elevar o ritmo e colocar o protótipo sob verdadeira pressão ao longo dos quase 4.700 metros do traçado.

Segundo o comunicado, não foram necessárias muitas voltas para que o potencial do Furia se tornasse evidente. A telemetria recolhida na box e o feedback do piloto de testes, Diogo Matos, confirmaram a evolução do carro a cada sessão. “Os resultados obtidos durante este nosso regresso ao Autódromo Internacional do Algarve superaram as nossas expectativas e reforçam a confiança na direcção técnica que escolhemos”, afirmou Ricardo Quintas, CEO da Adamastor. O responsável sublinhou ainda o “compromisso extraordinário” da equipa e a validação clara do desempenho, fiabilidade e margem de progressão do supercarro.

Ao longo de quatro sessões — duas de manhã e duas de tarde — o Furia acumulou voltas com diferentes afinações, sempre com o ritmo a aumentar. A ausência total de problemas de fiabilidade reforçou a robustez dos componentes desenvolvidos in house pela Adamastor, bem como de outros fornecidos por parceiros internacionais de referência. Esta consistência técnica é particularmente relevante numa fase em que o projecto entra num ponto de maturidade crítica.

A marca destaca que cada etapa do desenvolvimento é essencial, mas esta confirmação em ambiente de circuito representa um marco especial. O desempenho elevado, a fiabilidade do motor e dos sistemas complementares e a clara margem para evoluir reforçam a ambição da Adamastor de posicionar o Furia num patamar de excelência no segmento dos supercarros. “Estamos cada vez mais próximos de escrever um novo capítulo”, sublinhou Ricardo Quintas, numa declaração que espelha o entusiasmo interno.

Com esta sessão de testes concluída com sucesso, a Adamastor avança agora para a fase seguinte do programa de desenvolvimento, acelerando rumo ao momento mais aguardado: a entrega da primeira unidade ao seu futuro proprietário. Um passo simbólico para uma marca que, desde 2019, se reposicionou com o objectivo claro de criar um supercarro português, combinando engenharia, tecnologia e uma forte ligação ao espírito da competição.

A partir do Porto, onde está sediado o seu centro de desenvolvimento tecnológico, a Adamastor continua a reforçar a equipa com especialistas da indústria automóvel e a expandir a sua rede internacional de parcerias. O objectivo mantém-se inalterado: construir um automóvel capaz de competir ao mais alto nível na categoria GT e, simultaneamente, lançar uma versão Road Legal que leve para a estrada o ADN de competição que define o projecto.